29 outubro 2007

That's why!



Para todas as mulheres que se encontrem deprimidas neste momento, com a eterna pergunta na cabeça: PORQUÊ?, aqui segue uma explicação:

Anna diz:
si ma tanto...noi siamo donne
Anna diz:
e continueremo a vedere meraviglie anche nelle merde...
Anna diz:
è una capacità tuttanostra!

(Transcrevo com autorização por parte da autora, claro!)

i.e. O problema é que nós somos mulheres temos capacidade de ver até coisas fantásticas na merda! É uma capacidade absolutamente e unicamente feminina! Só nossa.

26 outubro 2007

Waiting on the world to change



Por que todos os momentos da nossa vida devem ser acompanhados de uma banda sonora.

A nós meninas! :D

22 outubro 2007

Tributo a Deborah Kerr


Este fim-de-semana fui apanhada de surpresa com a noticia do falecimento de uma das últimas grandiosas actrizes dos anos dourados do cinema: Deborah Kerr. Fiquei triste não só porque ela foi a protagnonista, junto a Cary Grant, de um dos filmes da minha vida, An Affair to Remember, como também uma das estrelas que eu mais admirava. Bonita, discreta e excelente actriz, foi nomeada 6 vezes para o Óscar, não conseguindo arrecadar nenhum. Contudo, a Academia resolveu (e muito justamente) atribuir-lhe o Óscar Honorário em 1994, onde uma Deborah já fraca, fez a sua última aparição pública sendo ovacionada de pé por um público repleto de nomes importantes da indústria cinematográfica. Hoje, 13 anos depois, complicações da doença de Parkinson retiraram-lhe o último fôlego e tornaram, assim, o mundo mais pobre. Para a posteridade ficam os filmes que brilhantemente interpretou como Quo Vadis; The King and I; From Here to Eternity e, é claro, An Affair to Remember; e a certeza de que não nos deixará mais à espera no topo do Empire State. Que descanse em Paz.



P. S. Por coincidência hoje é o dia de aniversário da única actriz que ganhou um Óscar ao serviço de Alfred Hitchcock, Joan Fontaine, pelo filme Suspicion, cujo protagonista foi curiosamente Cary Grant. 90 anos! Parabéns!

15 outubro 2007

Domingo à tarde.

Os velhos. São uma raça que se reproduz ao segundo. Estão por toda a parte. Se lhes damos corda falam pelos cotovelos sobre as mil e uma maleitas das quais padecem. (Dizem eles...)

Não tenho nada contra, a sério! MAS, há uma uma sub-raça que me enerva sobremaneira.

A raça dos-que-pensam-que-podem-passar-à-frente-das-outras-pessoas-só-porque-são-velhos. Não, amigos, não podem. Estar em filas custa. Eu sei! Mas ter alguém a passar-nos à frente quando estamos há já meia hora numa fila ainda custa mais! Garanto-vos!

E se estivermos a falar da fila para ir ver o Diogo Infante então ainda pior! E o melhor, é que quando uma pessoa tenta educadamente chamar à atenção, ainda conseguem ter lata para se fazerem de parvos e de grunhir uns impropérios tentando fazer-nos passar por mesquinhas!

Isto tudo para chegar ao Hamlet. Segundo me constou a peça está esgotada até ao dia 21. Para quem não saiba, a peça está no Teatro Maria Matos.

Sinceramente, não fazia tenções de ir simplesmente por que não me pareceu ser um género de teatro que fosse gostar, mas, felizmente, enganei-me! E redondamente, devo acrescentar!

O texto, traduzido por Sophia de Mello Breyner (vénia, por favor!) já por si faz jus à figura de Shakespeare e ver Diogo Infante dar voz à figura de Hamlet... Ser ou não ser, eis a questão!

Acho que começo a compreender porque é que os velhos nos queriam ultrapassar na fila!

Bravo!

09 outubro 2007

Não quero ser uma Pequena Sereia!


Uma das viagens que mais me marcou, por diversas razões, foi a que fiz à Dinamarca. Quando os meus pais me disseram que nessas férias da páscoa iamos visitar a Escandinávia (Dinamarca e Suécia), não fiquei especialmente entusiasmada. Só de pensar que ia para o frio sem nenhum monumento histórico ou museu especial para ver, já não me apetecia entrar no avião. (O que regularmente acontece!...) E havia tantos outros sítios que eu queria ver! Enfim, tinham de ficar para uma próxima vez. Já que ia, decidi aproveitar ao máximo e, a minha maior curiosidade, era ver se os nórdicos seriam assim tão bonitos como se diz. Felizmente, tenho a dizer que são mesmo!

À medida que nos iamos instalando, a beleza de Copenhaga foi fazendo jus à decisão dos meus pais. Era realmente uma cidade lindíssima com inúmeras coisas para ver. Uma em especial que me chamou muito a atenção foi a estátua da Pequena Sereia do conto de Hans Christian Andersen. Não só porque A Pequena Sereia é um dos meus filmes preferidos, como também pelo facto daquela estátua ser a mais fotografa e vandalizada do mundo (Como é que alguém e capaz de vandalizar algo tão belo?). No caminho até ao porto da cidade, li um pouco sobre a verdadeira história da sereiazinha. Tal como no filme da Disney, ela salva um príncipe de morrer afogado, mas ao contrário do final feliz do conto de fadas, o jovem nunca chega a saber que a sereia o salvou e acaba por casar-se com outra princesa. A pequena sereia, triste e deprimida, decide sentar-se numa pedra situada no porto, à espera que do seu amado. Está lá até hoje.
Bonito, não acham? É apenas uma das versões do conto de Andersen, e a minha favorita. Apaixonei-me pela estátua assim que a vi. É pouco maior que uma pessoa, mas ao longe parece realmente uma mulher. A sua expressão é perfeita, pois conjuga doçura, tristeza e esperança. Quase chegamos a ter pena dela.

É muito lindo e comovente, mas não passa de uma história. Uma história que ainda hoje é vivida por muitas pessoas de carne e osso,... e pernas!

Só espero que não me aconteça a mim. Não quero esperar por alguém nem agora nem nunca. Acredito realmente que neste mundo existe uma (ou mais) almas gémeas para cada um de nós, só que o problema é que podemos não chegar a encontrá-las! Se isto me acontecer ficarei muito infeliz, mas recuso a fazer disso a minha vida. Não preciso de um homem para que a minha vida melhore, ela já é boa (ou faço tudo para que seja). Considero-me uma pessoa minimamente feliz. Faço tudo o que gosto, tenho amigos verdadeiros, tenho a companhia de pessoas maravilhosas e tenho a sorte de ter pais que me podem dar tudo.

Por isso, fica aqui o meu apelo a todas as pessoas que sofrem ou esperam por amor: NÃO SEJAM PEQUENAS SEREIAS! O amor é muito bom, mas não é tudo...

04 outubro 2007

Porque não consigo deixar de ser assim?


Controlo. Esta é a palavra que mais me enlouquece e aquela que mais oiço nas sessões de psicoterapia. É a única capaz de me deixar a tremer dos pés à cabeça, de me enlouquecer, pois é a única que eu sou incapaz de pôr, por vontade própria, no meu dicionário.

Há uns tempos, pensava que na minha vida só não conseguia controlar a comida. Ultimamente, tenho vindo a perceber que também não consigo controlar o resto das coisas. No outro dia, estava a organizar e a separar a maquilhagem que queria levar de férias, e reparei que tenho cinco batôns no mesmo tom de cor-de-rosa. Cinco! Todos de marcas diferentes, uns comprados em saldos, outros no principio do mês, quando a conta ainda é generosa e nos permite fazer loucuras, e os outros já nem me lembro como foram ali parar. Cinco... e nenhum vai a meio. Depois, comprovei o mesmo com a roupa. Imensas calças, casacos, camisolas, saias, vestidos, sapatos, camisas, t-shirts, tops, biquínis, pijamas, cintos, acessórios,... enfim, uma infinidade de coisas que qualquer rapariga comum gostaria de ter no seu armário. E algumas delas ainda com etiqueta! Que triste, direi.

Pois é, tenho mesmo de assumir que sou uma consumista nata (Saí à minha mãe...). Adoro ir às compras e gastar dinheiro. Como tenho a sorte de ter uns pais que me podem dar tudo, compro tudo aquilo que acho giro. Basta não ser muito caro e lá vai para dentro do saco de plástico! Ás vezes, mesmo que seja carote, vai na mesma! Ou seja, resumindo e concluindo, sou uma descontrolada nas compras! Tal como na comida.

Ainda bem que os humanos não têm a capacidade de visão raio-X. Seria hediondo ver o meu estômago a seguir a um dia como o de hoje. Aqui vai a minha confissão: almoço - sopa de legumes (tentei começar bem...), um croissant (dos grandes), um pãozinho pequeno, uma sandes de frango, um chocolate Bounty, um Magnum Java, um gelado Haggen Dasz (coookies and cream com toping de chocolate de leite e cobertura de amêndoas laminadas), e um brownie de chocolate. Jantar (buffet) - uma mistura de de várias saladas, uma mistura de várias carnes e, de sobremesa, duas misturas de vários doces (pasteis de nata, bolas de berlim, chocolates, etc...). Agora, imaginem como me sinto. Mais culpada, impossível. E, o pior, é que sei que não foi a última vez. Isto tem um nome: comedora compulsiva. Antigamente, eu chamava-lhe bulimia, mas já há uns meses que não vou a casa-de-banho depois das refeições. Graças a Deus. Acreditem, vontade não me falta. Mas, para bem da minha sanidade mental e do meu estômago, não vou fazê-lo. São estes impulsos que eu não consigo, de todo, controlar. É esta a batalha da minha vida. Esta doença que me assalta 24h por dia, que me leva a desejar não ter boca, não ter estômago, não ter de comer. É como uma droga que me aprisiona, que me pressiona, que me comanda. Cada vez que tenho de comer é como se me condenassem à morte. Como se aquele instante fosse o meu fim. Quantas vezes já não desisti de cafés, de saídas, de passeios, para assaltar o frigorífico e passar mais um dia a comer? Não, a comer não, a devorar tudo o que encontro pelo caminho. A triturar tudo o que me aparece à frente. Mesmo tudo, o que gosto e o que não gosto, o que engorda e o que é light, o que é meu e o que não é. TUDO. Só depois de ter o estômago mais saliente do que qualquer outra parte do meu corpo, é que consigo parar. Só depois de sentir a comida quase a tocar no esófago. Essa é a altura de ir a correr para a casa-de-banho e puxar para cima o que devia seguir para baixo. É horrível: Os olhos começam a despejar lágrimas a torto e a direito, a pele da cara fica vermelha até incendiar as orelhas, as pernas ficam cansadas, os dedos da mão direita, ou a extremidade do cabo da escova de dentes, testemunham tudo o que comemos, e o estômago, bem, o estômago implora para que o deixemos em paz. Eu deixava, depois de ele deitar tudo cá para fora. Literalmente. Passado um bom bocado de tempo (por vezes horas, pois tinha de ter a certeza de que não restava nada dentro de mim, o que era humanamente impossível), sentia-me a pior pessoa do mundo. Olhava-me ao espelho e via a degradação humana diante de mim. Odeio-me. Depois, as lágrimas de esforço transformavam-se em verdadeiras lágrimas de sofrimento, e a minha cara continuava vermelha como o tomate do meu vómito. Odeio-me... A isto se chama bulimia e, acima de tudo, estupidez.

Infelizmente, alguma dessa estupidez continua dentro de mim. Mas agora só numa primeira fase. Esta última, graças a Deus, já não existe (ou não tantas vezes...). Mas continuo a sofrer e a sentir-me um lixo.
O que eu comi não se come. Eu tenho problemas, e não posso resolvê-los desta maneira. Para o meu bem e para o bem do meu corpo. Por vezes, acho que por mais que tente nunca conseguirei ter o controlo que tanto desejo. Que nunca conseguirei comer (almoçar, jantar), viver e relacionar-me como uma pessoa normal, pois está tudo ligado. (Socorro!) E quem me recrimina, e acha que é falta de força de vontade das duas uma: ou é ignorante, ou não sabe a sorte que tem em conseguir viver uma vida normal, calma e feliz. Como aquela que eu anseio desde os 18 anos.

03 outubro 2007

Eu, Cristiano.


Hoje o meu horóscopo dizia:


"Poder-se-á admirar com as conclusões a que neste período chega quanto a situações que lhe pareceram estranhas e até incompreensíveis no passado."


e eu não percebi porquê! Eis quando chego a casa e oiço no telejornal:


Cristiano Ronaldo lança auto-biografia aos 22 anos.


Passo a explicar qual a relação. Há uns tempos que estou constantemente a proferir as frases "devo estar mesmo velha...!", "devo ser eu que sou antiga...!" aplicado a situações bastante concretas... e, devo relembrar, tenho 23 anos. Isto, obviamente, e retomando o horóscopo, há uns tempos atrás parecia-me deveras absurdo, mas agora apercebo-me que a velhice se está a espalhar pela camada jovem como uma epidemia!


Pensando melhor, procurei dissecar os motivos que poderão ter levado o nosso menino prodígio a lançar esta obra...


O dinheiro: não é de estranhar que ele se sinta velho! Quem é o jovem que aos 22 anos tem mais dinheiro na conta que um primeiro prémio do Euromilhões? (sim, eu sei que há bastantes MASSS) E quem é que pode andar de Porche, Lamborghini, Ferrari ou whatever sem ter roubado a chave ao avô ou ao pai e dizer que é mesmo seu?


A fama: já deve ter saído mais vezes nas revistas que Lizas Minnellis, Belmiros de Azevedo e muitos outros octogenários de renome por esse mundo fora!


Mulheres: já lhe atribuíram casos com mais mulheres num mês que comparado com um actor porno seria de meter inveja!


E para terminar, o meu motivo lógico: aquela cabeça e aquelas mãos já não devem dar para muito mais, por que não acredito que aquele "livrinho" tenha saído da sua cabecinha e das suas mãozinhas! ...Por que ele tem mais com o que se preocupar..., claro! Como por exemplo com a gravação do próximo CD da Ronalda...!

Para quando uma versão auto-biográfica cantada?!


A vida do Cristiano Ronaldo, tão diferente dos demais jogadores de futebol, deve ser tão rica em experiências e histórias do interesse social e humano que para além dos mil e um artigos que saiem nas revistas e jornais eu acho que ele devia era começar a editar livros de ano a ano! Ainda pode ser que entre para o Guiness e ultrapasse o número de biografias editadas da Princesa Diana!


No entanto, é bonito constatar que na 3ª idade ainda existe o sonho! Este idoso sonha ainda ser o MELHOR JOGADOR DO MUNDO! O livro bem que podia dar uma ajudinha... ainda este ano... não?


Senhores governantes, por favor, travai esta epidemia! Pedem-se medidas drásticas!


Já agora deixo aqui um repto: Eu também gostava de fazer uma curta metragem sobre a minha vida... Senhores produtores ajudem esta causa!

19 setembro 2007

Supermacho!

Por que é que os seres mais homofóbicos que conheço são todos homens cuja altura oscila entre o 1,60 m e 1,65 m?

17 setembro 2007

Terminal de 2ª categoria

Eu não queria, mas vou ter que deixar aqui escrita a minha indignação!
O que é aquele Terminal 2 do aeroporto de Lisboa?
Já era uma pergunta que me punha há cerca de mês e meio quando tive oportunidade de conhecer ao vivo e a cores as belas instalações do, repito, Terminal 2. No momento, provavelmente devido à excitação normal de quem vai viajar, de quem vai de FÉRIAS (às quais queria deixar aqui um apelo online: VOLTEM, ESTÃO PERDOADAS!"), rapidamente fiz para esquecer os 20€ que tinha gasto de Táxi (5€ dos quais pela viagem do Terminal Principal ao 2...) e a falta de oferta de locais para comer no dito terminal.
Hoje, voltando uma segunda vez, enquanto mera acompanhamente (coisa mais triste...), pude constatar que realmente a minha indignação sempre tinha estado bem presente, ainda que adormecida!
Como se não bastasse a pouca oferta de restaurantes, cafés, etc, para comer, ainda temos preços muito pouco convidativos!
Ter cerca de 12 seguranças nas portas de embarque às 6h00 da manhã também me parece um pouco estranho, ainda mais quando comparado com a falta de oferta em todas as outras áreas!
Para colmatar a minha indignação, não há parque de estacionamento! E esta foi a conversa que tive com um senhor agente da autoridade que tinha a sua viatura estacionada, repito, estacionada, no local de "cargas e descargas":
Onde é que posso deixar o carro?
No terminal 1 e depois apanha o autocarro que vem para aqui.
Mas eu só venho acompanhar umas pessoas que vão de viagem...
Pois, mas não pode deixar o carro aqui, tem que apanhar o autocarro!

Ao que me apeteceu perguntar: Aqui onde o senhor também tem o seu carro estacionado? Ah, peço desculpa, pois, é Polícia, tem todo o direito! Onde é que haveria de deixar o seu carro? No terminal principal e depois apanhar um autocarro?! Não teria lógica, realmente!

Desengane-se quem julga que 2 é apenas uma referência numérica! Fora as instalações que, como novas que são, não merecem crítica, direi que se trata mesmo é de um Terminal de 2ª categoria! "Isto também é para os portugueses que vêm lá das ilhas... chega e sobra!"

Ok, confesso que estou a ser dura demais. É conta da ligeira irritação não cutânea que a miudeza da falta de estacionamento me causou!

Netinha compra o CD das Chiquititas ao Avô!

Chiquititas - Chiquititas
Mafalda Veiga e João Pedro Pais - Lado a Lado
Avô Cantigas - Fantasminha Brincalhão
Viky - A festa dos Golfinhos

Não, não se trata da minha lista de Natal antecipada, muito menos dos cds a comprar na minha próxima ida à Fnac. Trata-se sim, de nada mais nada menos, do nosso Top Nacional de Vendas de Álbuns!
Isto referindo-me a álbuns, por que ao nível de DVDs a escolha é bem mais ampla!
Ora, a minha primeira reacção é pensar: Estão enganados! As editoras estão a adulterar os resultados! (Ou seja lá quem tenha poder para o fazer) Mas não. Vou acreditar que é mesmo assim! Portugal, país envelhecido, com menos crianças por metro quadrado que Galos de Barcelos por loja de souvenirs, anda há semanas a consumir música para CRIANÇAS!
Tendo em conta o meu último post, direi que é, no mínimo, curioso!
Será que os nossos idosos estão assim tão taralhocos que compram o cd do Avô Cantigas a pensar que estão a comprar uma colectânea de músicas do Zeca Afonso?
Pois, com todo o devido respeito que os nossos idosos merecem, também não penso que seja essa a solução para este enigma. E muito menos querendo insultar o Avô Cantigas, figura bem presente da minha infância, confesso!
As Chiquititas, embora continue a achar inexplicavel o sucesso, justifica-se pela projecção de ser uma novela (ou lá o que lhe queiram chamar...) a passar neste momento na TV, mas... e o Viky Bébé Lilly?? De onde saiem estas pérolas?!
Parte deste sucesso justificar-se-à recorrendo à teoria dos "pequenos ditadores", mas e a outra parte? Se alguém souber descortinar este enigma, please, be my guest!
Consumir música portuguesa tem muito que se lhe diga. Ai tem, tem!

12 setembro 2007

E se for por fertilização in vitro?!



Um dos assuntos em agenda nestes últimos dias é o problema da taxa de natalidade. Quais as medidas a adoptar para aumentar significativamente a nossa taxa de natalidade?


Pois eu pergunto: Como é que se pode pensar em filhos quando o problema reside desde início nas relações? i.e., não podendo referir-me ao passado, falo no presente, e o que constato é que por toda a parte são mais as relações que vejo acabar do que a começar! Fora os problemas económicos que alguns casais alegam ou a livre opção por parte do casal em simplesmente não ter filhos, qualquer outra razão prende-se unicamente ao facto de que as próprias pessoas deixaram de acreditar no conceito relação. Diálogo, cedência de parte a parte, espírito de união, sensibilidade, tacto, entre outros, são conceitos que se perdem tão depressa como aparecem ou que muitas vezes nem chegam mesmo a nascer!


Provavelmente haverá quem ache que estou a misturar alhos com bugalhos. A essas pessoas deixo uma pergunta: E a tua relação como é que está?!



P.S. - Este post traz dedicatória! :D
Ao BANDO DAS MALANDRASSSS! ahahah

06 setembro 2007

Rentrée

Mês de férias, mês de descanso. Total. Totalmente! (Digo eu...!)
De volta ao corrupio da cidade a cabeça tenta voltar ao seu estado dito "normal". Apesar de estar a trabalhar há já praticamente 3 semanas só hoje tive a oportunidade de fazer uma pequena reflexão sobre as coisas que me têm atormentado o espírito nestes últimos dias. Assim, por que não me sinto capaz de andar com meias palavras vou já directa ao assunto.
1 - Uma chamadinha de atenção aos que se proclamam HOMENS deste país. O problema das mulheres, em geral (atenção!), não é definitivamente "falta de pila". Por que pilas, pilas há muitas! Homens?! Já não tenho tanta certeza...! Se é que me faço entender.. ¬_¬
Ressabiadas? Talvez. Dão-nos motivos para isso.
2 - Por que é que as pessoas continuam a proclamar ser contra coisas que quando e se precisarem serão as primeiras a recorrer?!
3 - Por que é que as pessoas continuam a insistir em usar fio dental branco ou preto (ou na versão I don't give a shit: com bolinhas, coraçonitos, borboletas, renda...) com calças brancas?! Amigas/ os: não resulta! Quer dizer se o vosso objectivo for fazer com que não se note, não resulta mesmo, MESMO!
Cuecas cor de pele? Does it sound familiar to you? Ring any bell? Esta já é velhinha... vá lá, não me obriguem a rir quando vir outra pessoa nestes lindos preparos outra vez...!
Obviamente há outras coisas bem mais importantes que me atormentam o espírito mas estas, como doenças infecciosas que são, ganham primazia em ser partilhadas com o grande público!

24 agosto 2007

<3


Weisst du eigentlich wie viel lieb ich dich hab?
:)

27 julho 2007

E viva la España....

Finalmente percebi por que é que chamam a esta época do ano (Verão) silly season! Só pode ter a ver com a quantidade de parvoice que aparece por toda a parte, quais ervas daninhas!
Para hoje deixo-vos um exemplo de parvoice crónica.
Saramago, o nosso (será que é mesmo nosso?! Por nosso entenda-se Português...) prémio Nobel da Literatura, veio defender numa entrevista dada ao jornal Diário de Notícias a integração de Portugal como uma província de Espanha. Segundo o nosso caro escritor, e passo a transcrever:
"Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha e integrar um país que passaria a chamar-se Ibéria para não ofender «os brios» dos portugueses (...) considera que Portugal, «com dez milhões de habitantes», teria «tudo a ganhar em desenvolvimento» se houvesse uma «integração territorial, administrativa e estrutural» com Espanha. (...)«Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal».«Provavelmente [Espanha] teria de mudar de nome e passar a chamar-se Ibéria. Se Espanha ofende os nossos brios, era uma questão a negociar»"
Por onde começar?!
Se calhar relembrando a este senhor a história de Portugal! É certo que antes da chatice entre o Afonsinho e a sua Mãe - D. Teresa, Portugal resumia-se a um cantinho onde o português e aquilo que se entende hoje por cultura e identidade portuguesa simplesmente não existia. No entanto, como é sabido, a identidade portuguesa teve o privilégio de ser criada e desenvolvida ao longo dos séculos e hoje é uma característica indelével do povo (e passo a redundância) português! Por isso, pergunto eu, como é que alguém se atreve a pedir para pôr em causa a identidade de um país com mais de 800 anos em prol do desenvolvimento? Que desenvolvimento pergunto eu? Seria uma boa solução, é certo! Bem simples direi! Para quê lutar pela evolução e desenvolvimento de um país quando temos um aqui ao nosso lado com a papinha já toda feita?!
Provavelmente para o Sr. Saramago a questão da identidade será algo de menor importância. Serão os tempos da globalização...! Haverá quem defenda que os problemas sociais associados ao não acompanhamento do desenvolvimento da União Europeia se sobreponham à questão da identidade, porém, não me parece que passar a província de Espanha seja a solução para os problemas que vivemos!
Senão vejamos o exemplo das províncias espanholas! Será preciso falar no País Basco? Na Galiza? Na Catalunha?... Também me parece que não. Muito me admira que Saramago, a viver há 12 anos em Espanha não se recorde dos brios do povo catalão e basco!
Mas eu queria deixar aqui ao Sr. José Saramago um conselho: Já que tem tanto apego à nação espanhola e tanta falta de brio em ser português, por que é que não muda de nacionalidade?!
Ups, provavelmente Espanha também não achará muita piada a mudar o seu nome para Ibéria e levar com mais 10 milhões de encargos em cima...!
E sim, escrevo isto por que apesar de tudo tenho muito BRIO em ser portuguesa!

10 julho 2007

Ímpares entre pares


Paridade (substantivo feminino) - qualidade de par ou igual; parecença; semelhança; estado de câmbio ao par; equivalência. in http://www.priberam.pt/


Par (adjectivo 2 género) - igual; semelhante(...) in http://www.priberam.pt/



Na Segunda Feira, dia 9, podia ler-se no Jornal Meia Hora (jornal de distribuição gratuita em Lisboa cidade) a manchete: Paridade no novo Executivo da CML. Tal manchete fazia título a um artigo relativo à Lei da Paridade, a ser aplicada pela primeira vez no próximo executivo da Câmara Municipal de Lisboa.


No mesmo artigo, dentro de uma caixa de texto podia ler-se a explicação do que é a Lei da Paridade, que passo a transcrever:

Diploma Lei da Paridade:

- Impõe a presença de pelo menos 33,3% de candidatos de cada género nas listas para as eleições autárquicas, legislativas e europeias.

- Foi aprovado no Parlamento, no ano passado, só pelo PS. BE absteve-se e a restante oposição votou contra.


Ora, não ficando contente com esta pequena explicação resolvi fazer uma rápida incursão pelo mundo googliano e descobri o seguinte link que aqui deixo: http://www.mulheres.ps.pt/data/pdf/proj_lei_paridade.pdf, para quem queira saber mais sobre esta temática!

Como tal, não podia deixar de dizer algo sobre este assunto!

Como não poderia deixar de ser, em primeiro lugar, preocupa-me o uso da palavra Paridade. Ou melhor, o mau uso da dado à palavra paridade! Por uma questão de justiça decidi recorrer ao dicionário onde entre várias definições encontrei a palavra igual. Ora, pensando eu que os 33,3% a que se referem diz respeito a um universo de 100% e a não ser que exista mais do que dois géneros (feminino e masculino) gostava que alguém me explicasse em que parte é que posso encontrar a tal paridade que a lei enuncia! A não ser que se refira ao significado de semelhante, parecido, parece-me que mais uma vez e como sempre, há uns mais iguais que os outros...!

Não me considero feminista mas é triste constatar que num país onde mais de 50% da população é do sexo feminino ainda seja necessário recorrer a leis do género para garantir representantes nos cargos de decisão política! Não tem sequer a ver com o facto que pense que realmente uma mulher seja melhor líder que um homem. Não. Mais do que uma questão de género, é uma questão de carácter, de carisma, de personalidade e de inteligência! No entanto, dada a má prestação masculina nas últimas décadas e a pouca rotatividade de personalidades nos últimos anos apostar em líderes mulheres seria uma escolha no mínimo plausível.

A ideia de obrigar qualquer lista ou partido a ter 50% de representantes do sexo feminino e 50% do género masculino também me pareceria um tanto ou quanto tola, pois mais uma vez, penso que se trata de pessoas e não de géneros. Estou a ser contraditória? Talvez. Mas se nos referirmos à Assembleia de República não sei se seria assim tão absurdo!
Volto a reforçar a ideia de que já que tal lei existe e tem por nome Paridade não deveriamos ser medíocres e contentar-nos com o pouco. Por que não exigir os tais 50%?
Porquê contentarmo-nos com o que me parece soar a esmola, a uma ligeira cedência?

09 julho 2007

Pérolas Musicais V

Não me parecia justo que após 4 edições desta nossa rubrica ainda não tivesse sido prestada uma homenagem a um vulto da música contemporânea brasileira!
Eis quando me lembrei desta Sr.ª Pérola, cuja letra é digna de ser entoada de forma sentida!
Quanto ao videoclip é de salientar a parte das escadas, a lembrar uma prisão... (?)
MINHA GENTE (isto lembra-me qualquer coisa...) AGORA QUERO OUVIR! CANTEM COMIGO!


Baba baba bab beiiiibi, Baba baba bab beiiiibi

Atenção: Inclui pseudo show de striptease!


08 julho 2007

Carta de Desamor

Florença, 1 de Março de 1498

Simonetta,

Desde que te conheci que acordo e adormeço contigo no pensamento. Para mim, eras única. Retratava-te nos meus quadros, fazia de ti Maria, Anjo, Primavera, Vénus... Todas as minhas personagens eram inspiradas em ti, todo eu era tu. Quando fazíamos amor sentia-te minha, desejava que morrêssemos ali mesmo para não ter de te dizer adeus ou até logo, e não saber quando te voltaria a ver. Quando te voltaria a ter. Se me pedisses para parar de pintar e fugir contigo, tê-lo-ia feito, qual Sansão perante sua Dalila. Perderia a minha força criativa, o que me dá sustento, para poder ser teu todos os dias. Mas hoje, e finalmente, deram a este cego novos olhos.
Fui ao Palácio dos Médici falar com o meu mecenas Lorenzo a propósito de um quadro que quer que eu faça para uma nova igreja em Florença. Quando me estava a aproximar da sua sala, Alessandra Urbino, uma das muitas conhecidas e pouco recomendáveis amantes de Giovanni Médici, passou-me um papel para a mão que dizia: “Sala Napoli G+S”. Temi o pior, mas sabia que não ia ficar descansado enquanto não fosse espreitar o que se passava, mesmo que tivesse de deixar o magnifico Lorenzo à espera. A grandiosa porta de madeira escura estava encostada, o que me descansou quanto ao barulho desnecessário que teria de fazer. Quando a abri um pouco, vi tudo. A tua boca na de Giovanni, as tuas mãos nas costas dele, as mãos dele nos teus seios.... como era possível? Como era possível que tu, deusa entre as deusas, a quem eu tinha prometido tudo, estivesses com um homem que só te queria pelo físico, pelo carnal? Que só sentia desejo por ti? Que muito provavelmente na hora seguinte estaria com outra? Estava petrificado. Senti a face molhada. Era o suor do nervosismo e as lágrimas da tristeza. O meu coração batia com toda a força, e mentalmente, chamei-te todos os nomes e mais alguns. Desejei que morresses, que te enforcassem, que te fervessem em óleo em praça pública! Tinha nojo de ti. Nojo. Nunca mais te queria ver, cheirar, tocar. Para mim, foram duas sentenças de morte.
É por isso que te faço chegar esta carta através do mais reles dos mendigos, que já é muito para ti. Para que saibas que já não me prendes, que já não és a minha Dalila nem eu o teu Sansão. Que já não te retrato, que já não me inspiro em ti. Como é possível depois de tudo o que passámos? Como? Vadia! Porca! Miserável! Desejo que todos os meus quadros sejam queimados! Que nenhum fique para contar ao mundo como a tua beleza enfeitiçava os homens bons e maus! Sim, assinaste duas sentenças de morte, a tua e a minha. Porque agora, a minha única dúvida é saber quando voltarei a pegar num pincel...

Sandro Botticelli

27 junho 2007

O Manifesto das Escadas Rolantes

Sim, eu sei que o tema não será original e que provavelmente muita gente já escreveu sobre o assunto e no futuro continuarão a escrever... mas por isso mesmo talvez seja altura de as pessoas que AINDA NÃO PERCEBERAM começarem a perceber... Refiro-me, pois claro, ao tema das ESCADAS ROLANTES! Talvez para quem viva na sua aldeia longe do stress das cidades e para quem nunca, por qualquer motivo agora não pertinente, nunca tenha tido o prazer de *deslizar* na bela da escada rolante não consiga perceber o porquê deste tema. Mas para muitas das pessoas que têm de passar pelo tormento das das estações de comboios e metro, de certeza que vão perceber a minha angústia...
Ponto 1: Se uma não está avariada, ou parada por razão alheia, está a outra... e quando muito inteligentemente se decidem em mandar alguém arranjar, escolhem sempre aquele momento oportuno que é, claro, a HORA DE PONTA! Especialmente entre as 8h30 e as 10h da manhã, que é aquela hora calminha...
Ponto 2: (Para mim o crucial!) Há uma regra simples, de fácil compreensão que eu ainda não consegui entender por que é que continua a ser desrespeitada...QUEM QUER ANDAR VAI PELA ESQUERDA, QUEM QUER FICAR PARADO FICA DO LADO DIREITO! Mas nãoooo, há-de sempre haver uma alminha penada que resolve parar do lado esquerdo... e como no lado direito também já vai alguém parado a coisa vai-se acumulando, até que, quando entro nas escadas rolantes já está uma fila de pessoas paradas em ambos os lados e logo tornando impossível passar por onde quer que seja!
Ok, o argumento é: Tás com pressa tivesses vindo mais cedo! ou Por que é que não vais pelas escadas normais?
Perguntas às quais respondo: Por que cedo já eu vou; As escadas ditas normais estão sempre cheias de pessoas e As escadas rolantes foram feitas para encurtar tempos... Concluindo, para quem tiver dificuldade em distinguir a direita da esquerda primeiro pode pensar com que mão escreve... se ainda assim não chegar lá então talvez já se torne de um caso clínico com poucas hipóteses de cura, direi!
Mas amigos, respeitem as pessoas stressadas que não gostam de perder tempo numas escadas rolantes! Experimentem ficar entalados entre um indivíduo cujo cabelo não vê água há já 15 dias e outro a arfar para cima de vocês a típica mistura da manhã café/tabaco e depois voltem a repensar a vossa opinião acerca do assunto!

21 junho 2007

A ti, amigo Metrosexual!


O espécime metrosexual é um ser que me intriga! Nascido com base na teoria de que não-são-só-as-mulheres-que-têm-direito-a-cuidar-da-sua-imagem, eles deambulam pelas ruas deste nosso Portugalinho exibindo a sua imagem e o seu quase cérebro...


O que se passa?!


Passo a explicar.


Primeiro, algumas das coisas que caracterizam um homem como metrosexual, são, normalmente, apontadas tanto pelos homens como pelas mulheres, como características de gay. Têm o dom de levar tudo ao exagero, quase pior que os transexuais (sem querer ofender os transexuais, claro!), que quando se tornam mulheres se pintam como se fossem... U know what I mean!

Mas vamos por pontos:


Ponto1 - Aqueles cabelos com aquele ar de diferente, que levam sempre uma boa camada de gel, pois claro, são mesmo cabelinhos de quem passou pelo menos 1h a olhar-se ao espelho para que pareça natural... Já para não falar naqueles que resolvem fazer a bela da madeixa! Mesmo bonito!

Ponto 2 - As camisitas coladinhas, pretas de preferência ou com a marca a letras garrafais - de preferência D&G...(quanto à parte dos D&G mais tarde tenho outro pormenor a acrescentar...)
Ponto 3 - Aquelas calças com ar de que foram roubadas a um mendigo e com ar porco, são tudo, menos, a meu ver, atraentes...

Ponto 4 - O sapato bicudo...

Ponto 5 - O tom de pele sempre muito castanho, típico de quem esteve 3h seguidas no solário a matar os poucos neurónios que procuram a todo o esforço resistir a tamanha estupidez...

Ponto 6 - O ar machão, mesmo ridículo por sinal! Que, quanto a mim, só se justifica por que se sentem inseguros e para dar AQUELE AR, convém parecer muito macho em frente às garinas!

Ponto 7-E finalmente, são muito homofóbicos! HELLLLOOOOOOOOO? Vocês usam roupa dos D&G!!!! Ou será que não sabem que são gays?!?!


Claro que no meio de tanta coisa, ainda se escapa uma coisita... têm cuidado com os pêlos (se bem que em alguns casos em demasia!), mas é só isso, fica por aí! Eu até acredito que conquistem muitas mulheres, há pessoas para tudo, não censuro que uma pessoa prefira um Mister Músculos a um Nerd MAS censuro, se a única coisa que o senhor mister souber dizer quando abre a boca for "ah e tal...". Há um meio termo!


Carta Aberta ao senhor Mister Metrosexual:


Amigo Metrosexual que me lês, tenta pelos menos quando andas com a bela da calça apertada fazer um andar normal, é que andando dessa maneira parece que...!


A tua amiga, Rita


P.s.- Tais espécimes podem facilmente ser encontrados ao balcão de bares, discos, e afins, tanto como barman como personage armada ao pingarelho. o_O

16 junho 2007

SIM, EU APONTO O DEDO


Se há coisa que *really, REALLY gets with my nerves* é uma pessoa querer fazer-se ou passar-se por algo que definitivamente não é! É ridículo e acima de tudo triste! Não saber conviver com o que se é e dissimular comportamentos ou pior criar uma personagem socialmente aceitável ou MAIS aceitável para trazer a si as atenções dos demais realmente nada tem a ver com o modo de vida que procuro levar. É verdade que cada vez mais no mundo em que vivemos, somos obrigados a criar várias personagens sociais com o intuito de ficarmos bem vistos e de não chocar.


Contudo, ainda que necessárias, necessário é também perceber que são apenas e somente isso: PERSONAGENS. Algo que apenas usamos para atingir um determinado fim sem que com isso terceiros sejam prejudicados ou induzidos em erro. Por que tudo tem limites! Tem forçosamente de ter. A partir do momento em que essas personagens que criamos passam a fazer a nossa vez no convívio com a família e amigos, mentindo a nós mesmos, esse limite é ultrapassado.


É com tristeza que constato que à medida que o tempo vai passando, torna-se mais difícil encontrar pessoas que possa dizer serem realmente genuínas. Que, apesar do seu modo de vida, tenham aquilo a que chamo personalidade. Não uma personalidade igual à minha, não. Personalidade no sentido de Identidade. Pessoas carismáticas, pessoas que se destacam não por que têm bons carros, boas casas ou uma posição social confortável mas sim por que têm princípios, valores que procuram preservar através da sua personalidade e Carisma.


Há quem justifique a tão dita falta de personalidade culpabilizando a genética! Sim, go ahead BLAME IT ON THE GENES!




A essa gentinha pobre de espírito que por aí anda eu digo o seguinte:




Quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré!