24 dezembro 2007

E amanhã é feriado! YUPPIE HAY!

O meu espírito natalício é tão profundo que já dou por mim a desejar às pessoas uma Boa Páscoa.
Anyway, Epi Cristemas tu iu óle! :D

Muita rabanada pra todos!!!

17 dezembro 2007

Publicidade alla Portugaise

Há momentos em que se pode dizer que a publicidade vai além do que deveria ser permitido. Mas tenho que admitir que esta me arrancou a gargalhada do dia!


in revista Surf Portugal

11 dezembro 2007

Dá-me música que eu gosto!

O que eu gosto de poder aderir a promoções de telemóveis grátis! Gosto! Especialmente quando me enviam uma mensagem tipo Fale grátis para... Envie 1000 e raio que o parta mensagens grátis... e depois no fim CUSTO DE ADESÃO.
Ora isto levou-me a ir ao dicionário confirmar o significado da palavra grátis que passo a transcrever:

Grátis
adv.,

de graça;
gratuitamente.

I.E.

gratuitamente
adv.,

de graça, sem interesse;
de modo gratuito.

e AINDA:

gratuito
adj.,

feito ou dado de graça, sem remuneração;
desinteressado;
que não tem fundamento, sem motivo.

in http://www.priberam.pt/

Logo... alguém me explica por que é que continuam a utilizar a palavra grátis neste tipo de promoções?!

07 dezembro 2007

Portugal - o oásis


Ora vamos lá então falar de coisas sérias. Já chega de brincadeira! Hoje sinto-me com vontade de falar de política! Mais propriamente da Cimeira União Europeia - África.

Ontem o Sr. Presidente da Líbia, o Kadhafi chegou a Portugal mas acho que ninguém o informou de que Portugal não é uma província de Marrocos ou muito menos África! Está bem que ainda temos muito a desenvolver e não somos uma França ou uma Inglaterra MAS Kadhafi, aqui, em Portugal - Europa, as pessoas já dormem em camas e há um meio de transporte de nome - CARRO! Ok, não percebe português mas no meio de uma comitiva com 200 pessoas de certeza que um é tradutor ou saber inglês, não sei.... digo eu!

Isto por que o Kadhafi resolveu trazer uns quantos camelos para Portugal (como se já não tivessemos cá já bastantes...!) e improvisar um albergue no Forte de São Julião da Barra em Oeiras, composto por umas tendas apenas com umas almofadas e uns tapetes. Diz que se sente mais em casa... no deserto! Pegando numa piada antiga, se ele queria deserto alguém o devia ter informado que o nosso deserto está na Margem Sul e não em Oeiras! Será que ainda ninguém lhe apresentou o nosso Ministro das Obras Públicas?!

Contudo, desengane-se quem pense que o Kadhafi iria ficar num sítio sem condições! Nada disso! A acompanhar as ditas tendas, o senhor tem ainda um senhor w.c. com tratamento de águas residuais e tudo!!

Ora, é impressão minha ou há aqui alguma falta de coerência no comportamento do senhor?! Luxos? Quem? Onde? Naaa, eu só quero uma tendinha com almofadas como na minha terrinha!


Kadhafi à parte, acho que toda esta Cimeira é digna de nota! Nem que seja pelo facto de vir atrapalhar só UM BOCADO mais o nosso trânsito! Problema de menor, eu sei, tendo em conta as GRANDES decisões a serem tomadas durante a Cimeira! Será?!


Politiquices!

05 dezembro 2007

Dezembro, o meu mês de eleição!

E eis que chegou Dezembro! Ai que bom! Dezembro, mês do Natal, da família (COF), das férias de Natal, do consumismo desenfreado (YEAH, isso sim, eu gosto! ahaha), da falta de dinheiro, do boom do crédito, do frio, da pancadinha nas costas, da celebração do amor e da amizade (ahahah), da sagrada família, da passagem de ano, dos feriados estrategicamente a calhar em sábados... o mês em que fazemos uma reflexão sobre a nossa vida e em que prometemos que A partir de Janeiro será diferente! Ano Novo, Vida Nova!... NOT! Sejamos sinceros, alguém chega sequer a cumprir 1/3 daquilo que promete que vai fazer, mudar, continuar ou seja lá o que for?!


Enfim, um mês que apela ao ser contraditório que coabita dentro de cada um de nós! O ser humano é capaz de coisas estraordinárias! Vejamos o exemplo da família: uma família pode andar de candeias às avessas durante todo um ano (e muitas vezes por serem uma cambada de porcos capitalistas) MAS, chegada a época natalícia assiste-se à dita pancadinha nas costas acompanhada do velho sorriso que chega a parecer convicente! É o milagre do Natal, efeitos da influência da Sagrada Família, está visto! Isto é bonito!


Anyway, o que vou aqui admitir é capaz de chocar alguns crentes mas confesso que em nome do ser contraditório com quem coabito, sou adepta desta época sobretudo pelas férias e pelo consumismo! VIVÁ FUTILIDADE!

24 novembro 2007

Este Inferno de Amar


Decidi partilhar convosco o meu poema preferido. Chama-se Este Inferno de Amar, e faz parte da obra Folhas Caídas do grande João Baptista da Silva Leitão Almeida Garrett. O romântico dos românticos, o meu poeta preferido. Espero que gostem.


Este inferno de amar - como eu amo!-
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói-
Como se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

15 novembro 2007

A Vida num Pacífico Novo Mundo!


Umm... ao olhar para esta imagem de um panfleto que me foi gentilmente cedido no meu local de trabalho por duas senhoras com aspecto de avó Anita ou Celeste (no que resta do meu imaginário infantil os nomes que atribuo à figura da "avó querida" oscilam entre estes dois nomes) encarnando a figura de evangelizadoras Jeovás.

Primeiro gostava de deixar aqui uma pequena reflexão sobre a questão da evangelização em pleno séc. XXI!

Estar horas a fio parados no meio da estrada a pares (sendo um dos pares normalmente under 18) com uma pasta e a distribuir revistas com nomes sugestivos como... Sentinela ou Plenitude tentando convencer o transeunte da contribuição que uma revista que promete "Alcançar Novos Horizontes" ou uma "Nova Vida no Novo Mundo de Deus" é, no mínimo, exasperante!

Andar a tocar às campainhas às 9h de um sábado ou à porta de empresas deve ser mesmo uma técnica de venda de religião a ser repensada! Não sei! Digo eu, pessoa leiga nestes assuntos...!


Para poder fazer uma análise correcta a esta imagem e título tenho que transcrever as primeiras linhas do texto e comentar!


Ao contemplar o cenário neste folheto, o que sente? Não anseia o seu coração a paz, a felicidade e a prosperidade vistas ali? Certamente que sim. Mas, será apenas um sonho ou uma fantasia crer que tais condições algum dia existirão na terra? A maioria das pessoas provavelmente acha que sim. As realidades de hoje são guerra, crime, fome, doença, velhice - para mencionar apenas algumas.


Por onde hei-de começar! Ok, pela resposta à primeira pergunta! Engraçado, serei a única pessoa a quem esta imagem não transmitiu paz, felicidade e prosperidade? É que assim de repente a única coisa que realmente me transmitiu foi uma enorme vontade de rir! Aliar a ideia de "pacífico novo mundo" à ideia de coabitar com leões, ursos e alces ao mesmo tempo que pomos criancinhas a carregar cestos de fruta e a fazer festas a ursos e pessoas a rir do nada... é complicado! Mas eles conseguiram! Deram uma contribuição para o imaginário do pobre crente que não conseguia imaginar como seria o mundo sem guerra, crime, fome, doença e velhice.


UPS, pera lá! REWIND! VELHICE? Mas que realidade tão cruel dos nossos dias de hoje! Temos que realmente fazer alguma coisa para acabar com esta praga que se alastra a olhos vivos todos os dias pelo mundo inteiro!

Viva as plásticas! Viva os cirurgiões! Viva os cremes anti-rugas! Viva a fonte da juventude! Ups, pera lá esta última não existe!


Rita... Rita, andas a ver filmes a mais!

29 outubro 2007

That's why!



Para todas as mulheres que se encontrem deprimidas neste momento, com a eterna pergunta na cabeça: PORQUÊ?, aqui segue uma explicação:

Anna diz:
si ma tanto...noi siamo donne
Anna diz:
e continueremo a vedere meraviglie anche nelle merde...
Anna diz:
è una capacità tuttanostra!

(Transcrevo com autorização por parte da autora, claro!)

i.e. O problema é que nós somos mulheres temos capacidade de ver até coisas fantásticas na merda! É uma capacidade absolutamente e unicamente feminina! Só nossa.

26 outubro 2007

Waiting on the world to change



Por que todos os momentos da nossa vida devem ser acompanhados de uma banda sonora.

A nós meninas! :D

22 outubro 2007

Tributo a Deborah Kerr


Este fim-de-semana fui apanhada de surpresa com a noticia do falecimento de uma das últimas grandiosas actrizes dos anos dourados do cinema: Deborah Kerr. Fiquei triste não só porque ela foi a protagnonista, junto a Cary Grant, de um dos filmes da minha vida, An Affair to Remember, como também uma das estrelas que eu mais admirava. Bonita, discreta e excelente actriz, foi nomeada 6 vezes para o Óscar, não conseguindo arrecadar nenhum. Contudo, a Academia resolveu (e muito justamente) atribuir-lhe o Óscar Honorário em 1994, onde uma Deborah já fraca, fez a sua última aparição pública sendo ovacionada de pé por um público repleto de nomes importantes da indústria cinematográfica. Hoje, 13 anos depois, complicações da doença de Parkinson retiraram-lhe o último fôlego e tornaram, assim, o mundo mais pobre. Para a posteridade ficam os filmes que brilhantemente interpretou como Quo Vadis; The King and I; From Here to Eternity e, é claro, An Affair to Remember; e a certeza de que não nos deixará mais à espera no topo do Empire State. Que descanse em Paz.



P. S. Por coincidência hoje é o dia de aniversário da única actriz que ganhou um Óscar ao serviço de Alfred Hitchcock, Joan Fontaine, pelo filme Suspicion, cujo protagonista foi curiosamente Cary Grant. 90 anos! Parabéns!

15 outubro 2007

Domingo à tarde.

Os velhos. São uma raça que se reproduz ao segundo. Estão por toda a parte. Se lhes damos corda falam pelos cotovelos sobre as mil e uma maleitas das quais padecem. (Dizem eles...)

Não tenho nada contra, a sério! MAS, há uma uma sub-raça que me enerva sobremaneira.

A raça dos-que-pensam-que-podem-passar-à-frente-das-outras-pessoas-só-porque-são-velhos. Não, amigos, não podem. Estar em filas custa. Eu sei! Mas ter alguém a passar-nos à frente quando estamos há já meia hora numa fila ainda custa mais! Garanto-vos!

E se estivermos a falar da fila para ir ver o Diogo Infante então ainda pior! E o melhor, é que quando uma pessoa tenta educadamente chamar à atenção, ainda conseguem ter lata para se fazerem de parvos e de grunhir uns impropérios tentando fazer-nos passar por mesquinhas!

Isto tudo para chegar ao Hamlet. Segundo me constou a peça está esgotada até ao dia 21. Para quem não saiba, a peça está no Teatro Maria Matos.

Sinceramente, não fazia tenções de ir simplesmente por que não me pareceu ser um género de teatro que fosse gostar, mas, felizmente, enganei-me! E redondamente, devo acrescentar!

O texto, traduzido por Sophia de Mello Breyner (vénia, por favor!) já por si faz jus à figura de Shakespeare e ver Diogo Infante dar voz à figura de Hamlet... Ser ou não ser, eis a questão!

Acho que começo a compreender porque é que os velhos nos queriam ultrapassar na fila!

Bravo!

09 outubro 2007

Não quero ser uma Pequena Sereia!


Uma das viagens que mais me marcou, por diversas razões, foi a que fiz à Dinamarca. Quando os meus pais me disseram que nessas férias da páscoa iamos visitar a Escandinávia (Dinamarca e Suécia), não fiquei especialmente entusiasmada. Só de pensar que ia para o frio sem nenhum monumento histórico ou museu especial para ver, já não me apetecia entrar no avião. (O que regularmente acontece!...) E havia tantos outros sítios que eu queria ver! Enfim, tinham de ficar para uma próxima vez. Já que ia, decidi aproveitar ao máximo e, a minha maior curiosidade, era ver se os nórdicos seriam assim tão bonitos como se diz. Felizmente, tenho a dizer que são mesmo!

À medida que nos iamos instalando, a beleza de Copenhaga foi fazendo jus à decisão dos meus pais. Era realmente uma cidade lindíssima com inúmeras coisas para ver. Uma em especial que me chamou muito a atenção foi a estátua da Pequena Sereia do conto de Hans Christian Andersen. Não só porque A Pequena Sereia é um dos meus filmes preferidos, como também pelo facto daquela estátua ser a mais fotografa e vandalizada do mundo (Como é que alguém e capaz de vandalizar algo tão belo?). No caminho até ao porto da cidade, li um pouco sobre a verdadeira história da sereiazinha. Tal como no filme da Disney, ela salva um príncipe de morrer afogado, mas ao contrário do final feliz do conto de fadas, o jovem nunca chega a saber que a sereia o salvou e acaba por casar-se com outra princesa. A pequena sereia, triste e deprimida, decide sentar-se numa pedra situada no porto, à espera que do seu amado. Está lá até hoje.
Bonito, não acham? É apenas uma das versões do conto de Andersen, e a minha favorita. Apaixonei-me pela estátua assim que a vi. É pouco maior que uma pessoa, mas ao longe parece realmente uma mulher. A sua expressão é perfeita, pois conjuga doçura, tristeza e esperança. Quase chegamos a ter pena dela.

É muito lindo e comovente, mas não passa de uma história. Uma história que ainda hoje é vivida por muitas pessoas de carne e osso,... e pernas!

Só espero que não me aconteça a mim. Não quero esperar por alguém nem agora nem nunca. Acredito realmente que neste mundo existe uma (ou mais) almas gémeas para cada um de nós, só que o problema é que podemos não chegar a encontrá-las! Se isto me acontecer ficarei muito infeliz, mas recuso a fazer disso a minha vida. Não preciso de um homem para que a minha vida melhore, ela já é boa (ou faço tudo para que seja). Considero-me uma pessoa minimamente feliz. Faço tudo o que gosto, tenho amigos verdadeiros, tenho a companhia de pessoas maravilhosas e tenho a sorte de ter pais que me podem dar tudo.

Por isso, fica aqui o meu apelo a todas as pessoas que sofrem ou esperam por amor: NÃO SEJAM PEQUENAS SEREIAS! O amor é muito bom, mas não é tudo...

04 outubro 2007

Porque não consigo deixar de ser assim?


Controlo. Esta é a palavra que mais me enlouquece e aquela que mais oiço nas sessões de psicoterapia. É a única capaz de me deixar a tremer dos pés à cabeça, de me enlouquecer, pois é a única que eu sou incapaz de pôr, por vontade própria, no meu dicionário.

Há uns tempos, pensava que na minha vida só não conseguia controlar a comida. Ultimamente, tenho vindo a perceber que também não consigo controlar o resto das coisas. No outro dia, estava a organizar e a separar a maquilhagem que queria levar de férias, e reparei que tenho cinco batôns no mesmo tom de cor-de-rosa. Cinco! Todos de marcas diferentes, uns comprados em saldos, outros no principio do mês, quando a conta ainda é generosa e nos permite fazer loucuras, e os outros já nem me lembro como foram ali parar. Cinco... e nenhum vai a meio. Depois, comprovei o mesmo com a roupa. Imensas calças, casacos, camisolas, saias, vestidos, sapatos, camisas, t-shirts, tops, biquínis, pijamas, cintos, acessórios,... enfim, uma infinidade de coisas que qualquer rapariga comum gostaria de ter no seu armário. E algumas delas ainda com etiqueta! Que triste, direi.

Pois é, tenho mesmo de assumir que sou uma consumista nata (Saí à minha mãe...). Adoro ir às compras e gastar dinheiro. Como tenho a sorte de ter uns pais que me podem dar tudo, compro tudo aquilo que acho giro. Basta não ser muito caro e lá vai para dentro do saco de plástico! Ás vezes, mesmo que seja carote, vai na mesma! Ou seja, resumindo e concluindo, sou uma descontrolada nas compras! Tal como na comida.

Ainda bem que os humanos não têm a capacidade de visão raio-X. Seria hediondo ver o meu estômago a seguir a um dia como o de hoje. Aqui vai a minha confissão: almoço - sopa de legumes (tentei começar bem...), um croissant (dos grandes), um pãozinho pequeno, uma sandes de frango, um chocolate Bounty, um Magnum Java, um gelado Haggen Dasz (coookies and cream com toping de chocolate de leite e cobertura de amêndoas laminadas), e um brownie de chocolate. Jantar (buffet) - uma mistura de de várias saladas, uma mistura de várias carnes e, de sobremesa, duas misturas de vários doces (pasteis de nata, bolas de berlim, chocolates, etc...). Agora, imaginem como me sinto. Mais culpada, impossível. E, o pior, é que sei que não foi a última vez. Isto tem um nome: comedora compulsiva. Antigamente, eu chamava-lhe bulimia, mas já há uns meses que não vou a casa-de-banho depois das refeições. Graças a Deus. Acreditem, vontade não me falta. Mas, para bem da minha sanidade mental e do meu estômago, não vou fazê-lo. São estes impulsos que eu não consigo, de todo, controlar. É esta a batalha da minha vida. Esta doença que me assalta 24h por dia, que me leva a desejar não ter boca, não ter estômago, não ter de comer. É como uma droga que me aprisiona, que me pressiona, que me comanda. Cada vez que tenho de comer é como se me condenassem à morte. Como se aquele instante fosse o meu fim. Quantas vezes já não desisti de cafés, de saídas, de passeios, para assaltar o frigorífico e passar mais um dia a comer? Não, a comer não, a devorar tudo o que encontro pelo caminho. A triturar tudo o que me aparece à frente. Mesmo tudo, o que gosto e o que não gosto, o que engorda e o que é light, o que é meu e o que não é. TUDO. Só depois de ter o estômago mais saliente do que qualquer outra parte do meu corpo, é que consigo parar. Só depois de sentir a comida quase a tocar no esófago. Essa é a altura de ir a correr para a casa-de-banho e puxar para cima o que devia seguir para baixo. É horrível: Os olhos começam a despejar lágrimas a torto e a direito, a pele da cara fica vermelha até incendiar as orelhas, as pernas ficam cansadas, os dedos da mão direita, ou a extremidade do cabo da escova de dentes, testemunham tudo o que comemos, e o estômago, bem, o estômago implora para que o deixemos em paz. Eu deixava, depois de ele deitar tudo cá para fora. Literalmente. Passado um bom bocado de tempo (por vezes horas, pois tinha de ter a certeza de que não restava nada dentro de mim, o que era humanamente impossível), sentia-me a pior pessoa do mundo. Olhava-me ao espelho e via a degradação humana diante de mim. Odeio-me. Depois, as lágrimas de esforço transformavam-se em verdadeiras lágrimas de sofrimento, e a minha cara continuava vermelha como o tomate do meu vómito. Odeio-me... A isto se chama bulimia e, acima de tudo, estupidez.

Infelizmente, alguma dessa estupidez continua dentro de mim. Mas agora só numa primeira fase. Esta última, graças a Deus, já não existe (ou não tantas vezes...). Mas continuo a sofrer e a sentir-me um lixo.
O que eu comi não se come. Eu tenho problemas, e não posso resolvê-los desta maneira. Para o meu bem e para o bem do meu corpo. Por vezes, acho que por mais que tente nunca conseguirei ter o controlo que tanto desejo. Que nunca conseguirei comer (almoçar, jantar), viver e relacionar-me como uma pessoa normal, pois está tudo ligado. (Socorro!) E quem me recrimina, e acha que é falta de força de vontade das duas uma: ou é ignorante, ou não sabe a sorte que tem em conseguir viver uma vida normal, calma e feliz. Como aquela que eu anseio desde os 18 anos.

03 outubro 2007

Eu, Cristiano.


Hoje o meu horóscopo dizia:


"Poder-se-á admirar com as conclusões a que neste período chega quanto a situações que lhe pareceram estranhas e até incompreensíveis no passado."


e eu não percebi porquê! Eis quando chego a casa e oiço no telejornal:


Cristiano Ronaldo lança auto-biografia aos 22 anos.


Passo a explicar qual a relação. Há uns tempos que estou constantemente a proferir as frases "devo estar mesmo velha...!", "devo ser eu que sou antiga...!" aplicado a situações bastante concretas... e, devo relembrar, tenho 23 anos. Isto, obviamente, e retomando o horóscopo, há uns tempos atrás parecia-me deveras absurdo, mas agora apercebo-me que a velhice se está a espalhar pela camada jovem como uma epidemia!


Pensando melhor, procurei dissecar os motivos que poderão ter levado o nosso menino prodígio a lançar esta obra...


O dinheiro: não é de estranhar que ele se sinta velho! Quem é o jovem que aos 22 anos tem mais dinheiro na conta que um primeiro prémio do Euromilhões? (sim, eu sei que há bastantes MASSS) E quem é que pode andar de Porche, Lamborghini, Ferrari ou whatever sem ter roubado a chave ao avô ou ao pai e dizer que é mesmo seu?


A fama: já deve ter saído mais vezes nas revistas que Lizas Minnellis, Belmiros de Azevedo e muitos outros octogenários de renome por esse mundo fora!


Mulheres: já lhe atribuíram casos com mais mulheres num mês que comparado com um actor porno seria de meter inveja!


E para terminar, o meu motivo lógico: aquela cabeça e aquelas mãos já não devem dar para muito mais, por que não acredito que aquele "livrinho" tenha saído da sua cabecinha e das suas mãozinhas! ...Por que ele tem mais com o que se preocupar..., claro! Como por exemplo com a gravação do próximo CD da Ronalda...!

Para quando uma versão auto-biográfica cantada?!


A vida do Cristiano Ronaldo, tão diferente dos demais jogadores de futebol, deve ser tão rica em experiências e histórias do interesse social e humano que para além dos mil e um artigos que saiem nas revistas e jornais eu acho que ele devia era começar a editar livros de ano a ano! Ainda pode ser que entre para o Guiness e ultrapasse o número de biografias editadas da Princesa Diana!


No entanto, é bonito constatar que na 3ª idade ainda existe o sonho! Este idoso sonha ainda ser o MELHOR JOGADOR DO MUNDO! O livro bem que podia dar uma ajudinha... ainda este ano... não?


Senhores governantes, por favor, travai esta epidemia! Pedem-se medidas drásticas!


Já agora deixo aqui um repto: Eu também gostava de fazer uma curta metragem sobre a minha vida... Senhores produtores ajudem esta causa!

19 setembro 2007

Supermacho!

Por que é que os seres mais homofóbicos que conheço são todos homens cuja altura oscila entre o 1,60 m e 1,65 m?

17 setembro 2007

Terminal de 2ª categoria

Eu não queria, mas vou ter que deixar aqui escrita a minha indignação!
O que é aquele Terminal 2 do aeroporto de Lisboa?
Já era uma pergunta que me punha há cerca de mês e meio quando tive oportunidade de conhecer ao vivo e a cores as belas instalações do, repito, Terminal 2. No momento, provavelmente devido à excitação normal de quem vai viajar, de quem vai de FÉRIAS (às quais queria deixar aqui um apelo online: VOLTEM, ESTÃO PERDOADAS!"), rapidamente fiz para esquecer os 20€ que tinha gasto de Táxi (5€ dos quais pela viagem do Terminal Principal ao 2...) e a falta de oferta de locais para comer no dito terminal.
Hoje, voltando uma segunda vez, enquanto mera acompanhamente (coisa mais triste...), pude constatar que realmente a minha indignação sempre tinha estado bem presente, ainda que adormecida!
Como se não bastasse a pouca oferta de restaurantes, cafés, etc, para comer, ainda temos preços muito pouco convidativos!
Ter cerca de 12 seguranças nas portas de embarque às 6h00 da manhã também me parece um pouco estranho, ainda mais quando comparado com a falta de oferta em todas as outras áreas!
Para colmatar a minha indignação, não há parque de estacionamento! E esta foi a conversa que tive com um senhor agente da autoridade que tinha a sua viatura estacionada, repito, estacionada, no local de "cargas e descargas":
Onde é que posso deixar o carro?
No terminal 1 e depois apanha o autocarro que vem para aqui.
Mas eu só venho acompanhar umas pessoas que vão de viagem...
Pois, mas não pode deixar o carro aqui, tem que apanhar o autocarro!

Ao que me apeteceu perguntar: Aqui onde o senhor também tem o seu carro estacionado? Ah, peço desculpa, pois, é Polícia, tem todo o direito! Onde é que haveria de deixar o seu carro? No terminal principal e depois apanhar um autocarro?! Não teria lógica, realmente!

Desengane-se quem julga que 2 é apenas uma referência numérica! Fora as instalações que, como novas que são, não merecem crítica, direi que se trata mesmo é de um Terminal de 2ª categoria! "Isto também é para os portugueses que vêm lá das ilhas... chega e sobra!"

Ok, confesso que estou a ser dura demais. É conta da ligeira irritação não cutânea que a miudeza da falta de estacionamento me causou!

Netinha compra o CD das Chiquititas ao Avô!

Chiquititas - Chiquititas
Mafalda Veiga e João Pedro Pais - Lado a Lado
Avô Cantigas - Fantasminha Brincalhão
Viky - A festa dos Golfinhos

Não, não se trata da minha lista de Natal antecipada, muito menos dos cds a comprar na minha próxima ida à Fnac. Trata-se sim, de nada mais nada menos, do nosso Top Nacional de Vendas de Álbuns!
Isto referindo-me a álbuns, por que ao nível de DVDs a escolha é bem mais ampla!
Ora, a minha primeira reacção é pensar: Estão enganados! As editoras estão a adulterar os resultados! (Ou seja lá quem tenha poder para o fazer) Mas não. Vou acreditar que é mesmo assim! Portugal, país envelhecido, com menos crianças por metro quadrado que Galos de Barcelos por loja de souvenirs, anda há semanas a consumir música para CRIANÇAS!
Tendo em conta o meu último post, direi que é, no mínimo, curioso!
Será que os nossos idosos estão assim tão taralhocos que compram o cd do Avô Cantigas a pensar que estão a comprar uma colectânea de músicas do Zeca Afonso?
Pois, com todo o devido respeito que os nossos idosos merecem, também não penso que seja essa a solução para este enigma. E muito menos querendo insultar o Avô Cantigas, figura bem presente da minha infância, confesso!
As Chiquititas, embora continue a achar inexplicavel o sucesso, justifica-se pela projecção de ser uma novela (ou lá o que lhe queiram chamar...) a passar neste momento na TV, mas... e o Viky Bébé Lilly?? De onde saiem estas pérolas?!
Parte deste sucesso justificar-se-à recorrendo à teoria dos "pequenos ditadores", mas e a outra parte? Se alguém souber descortinar este enigma, please, be my guest!
Consumir música portuguesa tem muito que se lhe diga. Ai tem, tem!

12 setembro 2007

E se for por fertilização in vitro?!



Um dos assuntos em agenda nestes últimos dias é o problema da taxa de natalidade. Quais as medidas a adoptar para aumentar significativamente a nossa taxa de natalidade?


Pois eu pergunto: Como é que se pode pensar em filhos quando o problema reside desde início nas relações? i.e., não podendo referir-me ao passado, falo no presente, e o que constato é que por toda a parte são mais as relações que vejo acabar do que a começar! Fora os problemas económicos que alguns casais alegam ou a livre opção por parte do casal em simplesmente não ter filhos, qualquer outra razão prende-se unicamente ao facto de que as próprias pessoas deixaram de acreditar no conceito relação. Diálogo, cedência de parte a parte, espírito de união, sensibilidade, tacto, entre outros, são conceitos que se perdem tão depressa como aparecem ou que muitas vezes nem chegam mesmo a nascer!


Provavelmente haverá quem ache que estou a misturar alhos com bugalhos. A essas pessoas deixo uma pergunta: E a tua relação como é que está?!



P.S. - Este post traz dedicatória! :D
Ao BANDO DAS MALANDRASSSS! ahahah

06 setembro 2007

Rentrée

Mês de férias, mês de descanso. Total. Totalmente! (Digo eu...!)
De volta ao corrupio da cidade a cabeça tenta voltar ao seu estado dito "normal". Apesar de estar a trabalhar há já praticamente 3 semanas só hoje tive a oportunidade de fazer uma pequena reflexão sobre as coisas que me têm atormentado o espírito nestes últimos dias. Assim, por que não me sinto capaz de andar com meias palavras vou já directa ao assunto.
1 - Uma chamadinha de atenção aos que se proclamam HOMENS deste país. O problema das mulheres, em geral (atenção!), não é definitivamente "falta de pila". Por que pilas, pilas há muitas! Homens?! Já não tenho tanta certeza...! Se é que me faço entender.. ¬_¬
Ressabiadas? Talvez. Dão-nos motivos para isso.
2 - Por que é que as pessoas continuam a proclamar ser contra coisas que quando e se precisarem serão as primeiras a recorrer?!
3 - Por que é que as pessoas continuam a insistir em usar fio dental branco ou preto (ou na versão I don't give a shit: com bolinhas, coraçonitos, borboletas, renda...) com calças brancas?! Amigas/ os: não resulta! Quer dizer se o vosso objectivo for fazer com que não se note, não resulta mesmo, MESMO!
Cuecas cor de pele? Does it sound familiar to you? Ring any bell? Esta já é velhinha... vá lá, não me obriguem a rir quando vir outra pessoa nestes lindos preparos outra vez...!
Obviamente há outras coisas bem mais importantes que me atormentam o espírito mas estas, como doenças infecciosas que são, ganham primazia em ser partilhadas com o grande público!

24 agosto 2007

<3


Weisst du eigentlich wie viel lieb ich dich hab?
:)